Nova saída no combate contra dermatite canina

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Remédio biológico no combate a dermatite canina promete mais praticidade e eficácia para silenciar essa doença da pele.

Marcada por coceira, descamação e lesões, a dermatite canina não tem cura. Felizmente, porém, vem se expandindo o leque de opções para o seu controle. A última novidade é um medicamento biológico injetável aprovado no Brasil e em vias de chegar ao mercado.

“Trata-se da primeira solução baseada na ação de um anticorpo monoclonal”, desenvolvida pela da Zoetis (companhia líder em saúde animal), farmacêutica que desenvolveu o novo remédio para o combate contra a dermatite canina.

“O Cytopoint inibe uma proteína específica que é um importante desencadeador da doença”, esclarece. Indicada para tratamentos mais longos, já que apresenta efeitos colaterais mínimos, o remédio socorre também animais que não podem usar corticoides, contraindicado na presença de problemas no fígado, por exemplo.

As injeções são administradas em intervalos que variam de quatro a oito semanas, a depender da avaliação do médico veterinário.

Conhecer para combater a dermatite canina

É uma coceira constante que, não raro, termina em descamadora e feridas. Alguns cachorros, coitados, ficam até com entradas no pelo. Se o seu animal de estimação sofre com um quadro similar, preste bastante atenção: pode ser dermatite atópica. Cada vez mais diagnosticada nos consultórios veterinários, a condição não tem cura e requer controle para não abalar a pele e a qualidade de vida do seu pet.

Fique por dentro das principais características da dermatite.

Raças vulneráveis: lhasa apso, shih tzu e maltês são mais suscetíveis. Entre os grandões, acomete labrador e golden retriever.

Cuidado em casa: é importante manter limpos os locais preferidos do animal e controlar a infestação de pulgas, carrapatos…

De olho na comida: carne bovina, frango e derivados do leite podem causar alergias nos cães. Observe as reações do pet.

Na hora do banho: busque indicação de produtos de higiene com o veterinário e não use água muito quente.

As manifestações: desconfie se o cão balançar a cabeça inúmeras vezes, coçar-se excessivamente ou se aparecerem feridas.

Por sorte, a doença tem tratamento. Existem desde pomadas e sprays que aliviam a pele até comprimidos que controlam a imunidade, alterada nos animais com a condição. E tem novidade com diz o título deste artigo: já aprovado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária, deve chegar em breve por aqui o primeiro remédio imunobiológico contra a doença. Injetável, ele bloqueia especificamente a substância que desata a coceira e as manifestações na pele. Nos estudos, sua eficácia chega a 85%.

Como é o tratamento hoje da dermatite canina

A dermatite canina é uma doença multifacetada. Os cachorros podem ter lesões, coceira, otite, etc. Cada situação é desigual. Também é muito importante considerar a parceria entre tutor e animal. A dermatite é uma doença que se estende pela vida toda. Por isso, é preciso pensar em uma terapia boa para o animal e o seu tutor, o que inclui avaliar fatores financeiros e tempo disponível para se dedicar ao tratamento.

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Dermatite canina em cachorro

O que se espera com a chegada do remédio imunobiológico?

O chamado Cytopoint é um medicamento avançado e inovador nesse contexto porque age no alvo da coceira, bloqueando a interleucina 31, substância inflamatória responsável por causar a complicação. O remédio é injetado mensalmente e apresenta diversas vantagens porque não é tóxico ao organismo dos animais, uma vez que se utilizam anticorpos praticamente iguais aos produzidos pelo cachorro.

Desse modo, dá pra dizer que ele é mais natural e eficaz. Em estudos clínicos, a medicação está funcionando excelentemente bem, com eficácia em cerca de 85% dos cães. Outro benefício é o fato de poder ser administrado quando outros medicamentos para dermatite atópica, à base de corticoides ou ciclosporina, por exemplo, não podem ser utilizados. Essa contraindicação existe em caso de problemas no fígado ou de leishmaniose [doença causada por um parasita], comum no Brasil e na Itália.

Como minimizar as manifestações da dermatite canina?

É muito importante levar os pets para passear e não deixá-los em locais onde ocorre acúmulo de poeira. Os animais que passam um longo prazo dentro de casa ou apartamentos têm mais contato com alérgenos presentes em carpetes, tapetes e lugares onde o pó e os ácaros se acumulam. Sem contar o tédio de permanecer ali dentro por muito tempo. Isso faz com que eles sintam mais o prurido e se cocem. Quando se coça e se sente melhor, o animal cria um hábito. É como um círculo vicioso.

Por disso, é muito importante manter a casa limpa, com produtos não tão agressivos (existem desinfetantes próprios para quem tem pet) principalmente nas áreas em que o cachorro circula. Isso ajuda a livrar esses locais de possíveis agentes causadores de dermatite canina (entre outras inúmeras doenças, claro!).

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