Saiba Como Proteger Seu Pet do Coronavírus Canino

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Muitas pessoas andam preocupadas com a possibilidade de contaminação pelo coronavírus canino em animais de estimação ou transmissão da doença para seu pet. Antes de mais nada, é preciso mencionar que há vários tipos de coronavírus. Esses microrganismos ganharam esse nome porque se parecem com uma coroa, quando vistos pelo microscópio.

Algumas cepas – que são mutações genéticas desses microrganismos – infectam seres humanos, outras só animais. Não há indício de que os pets possam ser infectados ou transmitir a Covid-19 aos seres humanos, diz a OMS (Organização Mundial da Saúde). Essa família de vírus, no entanto, já é bem conhecida no meio veterinário.

Segundo informações do veterinário Marcelo Quinzani, da PetCare, o coronavírus canino causa diarreia em cães e o coronavírus felino causa peritonite, mas não são transmitidos aos seres humanos.

Aqui no Brasil, há um tipo de coronavírus que provoca peritonite em gatos e não há vacina. Outra variação do vírus causa gastroenterite em cães, que têm de ser vacinados anualmente, explica o veterinário. Mas esses dois tipos de corona vírus não afetam seres humanos.

Para a coronavirose canina existe vacina, conhecida como V8 ou V10, e a doença não requer muitos cuidados. No caso da coronavirose felina, que causa a peritonite infecciosa felina (PIF), não existe vacina, mas a doença é restrita a esses animais.

O veterinário, afirma que o diagnóstico precoce facilita o tratamento, mas filhotes, animais idosos ou com deficiência imunológica correm riscos. Cães podem ser imunizados, mas a higiene do ambiente também é importante para a prevenção.

O que é o coronavírus canino e quais seus principais sintomas?

O coronavírus canino, chamado cientificamente de CCoV, tem como sintomas diarreia e vômitos. Caso não tratado, as consequências são desidratação, prostração e podem levar a óbito, principalmente quando associados a outras doenças.

A contaminação ocorre por via oro-fecal, de cão para cão, deixando filhotes, idosos ou animais imunodeprimidos mais suscetíveis a doença.

Qual é o risco para o animal de estimação?

O risco se agrava muito quando se trata de filhotes, animais idosos ou imunossuprimidos. Outro fator complicador é quando a coronavirose surge juntamente com outra doença, como a parvovirose.

Nesse caso, o risco de óbito é maior. Porém, quando diagnosticado previamente, aumenta consideravelmente as chances de vida do seu pet.

Qual é o tratamento ideal?

O tratamento consiste em dar suporte para o cão afetado, estabilizando os sintomas e fortalecendo o sistema imunológico para que este combata o vírus, já que não há um remédio que combata diretamente este agente.

Tem como prevenir a doença?

Sim. A vacina múltipla, conhecida como V10 ou V8, previne os cães da coronavirose canina. Ainda assim, cães vacinados podem apresentar a doença, mas em uma gravidade consideravelmente bem menor, caso isso ocorra.

Outra maneira que deve ser conciliada com a vacina é a higienização do ambiente, evitando fezes expostas e o contato do cão com fezes de outros cachorros. O uso de desinfetantes é fundamental para a prevenção.

Gatos também podem ser infectados?

Não há nenhuma evidência que vincule os animais de estimação com a infecção e transmissão do
coronavírus. “Disseminar esse tipo de notícia infundada pode gerar um pânico desnecessário em relação aos animais de estimação, colocando em risco as populações de cães e gatos nos países com o surto da doença”, alerta.

Para os gatos o coronavírus seria FECV e o FIPV, nenhum transmissível para o humanos, apenas entre felinos. Tem seus sintomas ligado com diarreia e o vômito também. Assim como o canino, não se relacionando com problemas respiratórios.

Há risco de o coronavírus ser transmissível para animais?

Proteja seu pet do coronavírus canino

A cada dia novas descobertas estão sendo feitas. Sabe-se que animais silvestres podem ter relação com a transmissão para os humanos, o inverso não há relatos. É importante alertar que, até o momento não há evidências científicas de que animais domésticos, como cães e gatos, possam contrair e transmitir a doença.

O que há de fato é que o coronavírus chinês que ataca o sistema respiratório inicialmente, pode ter seu risco de infecção diminuído com hábitos básicos de higiene, como evitar contato com outras pessoas doentes, lavar as mãos com frequência, utilizar álcool gel e evitar aglomerações.

Entre nos humanos

Para os humanos, as dicas para evitar a doença são lavar as mãos com frequência, cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar e manter distância de ao menos dois metros de pessoas que estejam tossindo ou espirrando e evitar tocar nos olhos, no nariz e na boca.

Você pode reduzir o risco máximo de infecção, evitando pessoas que estejam doentes. Tente evitar tocar nos olhos, nariz e boca. Lave bem as mãos frequentemente com água e sabão, álcool em gel 70% por pelo menos 20 segundos.

Consciência é a chave. Se você estiver doente e tiver motivos para acreditar que pode ser o Coronavírus Wuhan devido a viajar para a região ou entrar em contato com alguém que já esteve lá, informe um médico e procure tratamento precoce.

Cubra a boca e o nariz ao tossir ou espirrar e desinfete os objetos e as superfícies em que for tocar.

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